quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Um ano que acaba.

Um ano acabando, e eu sinto como se ainda faltasse mais.
Ainda seriam necessários mais ou menos alguns meses para que tudo que sonhei para esse ano se tornasse real.
Um ano acabado, tanta gente nascendo e morrendo...tantos sonhos vindo a esse mundo e partindo dele.
Tantas mãos se separando e abraços que começaram.
Contabilizando a minha vida, não consigo identificar se termino o ano melhor do que comecei...ou pior...
Não sei dizer em que pé estou.
Sai de um emprego, comecei uma empresa, fiquei noiva, mudei de área acadêmica.
Perdi amigos, fiz novos amigos.
Me decepcionei com as pessoas, me surpreendi com elas.
Fui triste, fui feliz de estourar.
Eu senti saudades e eu fiquei com tanta raiva que tremia.
Ajoelhei e sinceramente pedi proteção a Deus...
Eu duvidei de verdades que me eram sólidas, eu discuti, deixei de aceitar coisas que eu sempre aceitava.
Eu me perdi.
Eu novamente me encontrei.
Eu me apaixonei novamente pelo mesmo homem.
Eu me recuperei...
Eu adoeci.
Eu encarei...e eu fugi.
O ano está acabado, mas ainda falta tanto.
Mais alguns meses, um ano de 15 meses!
Eu ainda tenho tanta coisa por fazer.
Eu ainda tenho tanta sede de viver...

Feliz Natal aos meus familiares, ao meu amor, aos meus amigos.
Feliz Natal para todos aqueles que lutam, que sofrem e que choram.
Feliz Natal para aqueles que perderam pessoas que amam e para aqueles que encontraram seus amores.
Feliz Natal as pessoas que me desejam o mal e aquelas que me desejam o bem.
Feliz Natal as pessoas que fizeram parte da minha vida.
E Feliz Natal para aquelas pessoas que mesmo quando foram embora jamais deixarão de fazer parte da minha vida.

Feliz Natal a você meu pai...meu maior amor...minha maior saudade...todos os meus sentimentos sempre se voltam para você...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Poema velho do coração partido.

Você ronda meus sonhos eu sei,
Ainda não compreendeu.
Carrega esse equife magro.
Desse amor que não nasceu.
Você chora uma vida que poderia ter sido.
Me cobra seus sonhos todos partidos,
Mas essa ilusão não amanheceu.
Você lamenta um amor sofrido.
Eu te explico de um amor que não nasceu.
Pensa que prende minha vontade
Pensa que faz me arrepender, refletir
Eu carrego a culpa lacrada
Sem uso, sem abrir.
O amor que você reclama não passou
De um feto mal formado.
De uma criança que não vingou
De um projeto não acabado.
Essa vida que você pensa que alguém tirou,
Nunca de fato te pertenceu.
Você sofre por uma causa perdida.
Por um amor que não nasceu.
O nosso caminho foi somente um esbarrão.
Uma mancha de lembranças equivocadas.
Nosso encontro foi um engano, uma ilusão.
Foi um borrão na minha vida e mais nada.
Você dá tanta importância, você achando que era sua vez se entregou.
Eu tinha esse baralho de cartas marcadas e eu sabia quando você blefou.
Me vi numa estrada nova e colorida e eu trilhei.
Você arrogante em sua confiança nem mesmo percebeu.
O caminho que era sua estrada não era mais meu.
Agora, estamos nos papéis invertidos, quem diria...
Você sofre,
Te dói esse amor que vc diz que tanto mereceu.
Eu insisto, eu sinto...esse amor nem mesmo nasceu.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fé.

E por que sou feita de raiva, de culpa e de pecado.
Por que sou filha da dúvida e do malfado.
Por que sou mãe do pavor e da crítica.
Sou rainha da dor e da má noticia.
Por que sou humana..e erro tanto e erro muito.
Por que sou limitada e quero tanto e não mereço.
Por que sou egoista e sou pequena...
Por que me envergolho e padeço.
E nada tive, por isso pouco sou.
E por que carrego as mãos nuas.
Por que eu apenas peço o que não posso.
Apenas preciso do que não carrego!
Por que aos seus pés Meu Deus eu me derrubo.
Eu peço que com toda a minha imperfeição possa te tocar.
Meus atos errados e meus maus pensamentos.
Eu só tenho meu arrependimento a te entregar!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Saudade se chama Dirce...



Ela se encantou com as luzes da ribalta e fugiu, a pequenina grande mulher... tão pequena, tão delicada.
E o corpinho frágil de parar o trânsito enlouqueceu de paixão o italiano que esqueceu a familia para seguir ela.
69 anos de muita vida...é isso que foi...69 anos de muito amor, de muita luta...
69 anos muito bem vividos.
Eu conheci tão pouco dessa mulher, sua filha, minha amiga, trouxe ela pro meu mundo, ela é daquele tipo de mulher engraçada, observadora, do tipo fácil de gostar...muito fácil de gostar.
Passamos a vida esbarrando nesse tipo de pessoa, dessas pessoas que vem ao mundo sabendo já o que quer...
Eu acho estranho como simultaneamente podemos conhecer e gostar de alguém, como se esse alguém já nascesse predestinado a causar simpatia, paixões e cultivar em volta de si pessoas.
De repente... quando a doença veio, quando a morte começou a rondar...mesmo assim ela foi mais forte, ela lutou o quanto pode, ela buscou a cura...mesmo quando ela não estava mais lá.
Viver em força é difícil, ser forte no meio da dor e prevalecer você mesmo.
Deixar saudade...ser querida, isso pertence a vida de poucos.
Quando eu fui lá, naquele lugar branco, achando que daria coragem...reunindo o pouco que eu sentia...por que a morte já me tocou uma vez...tirando o meu amor maior...eu descobri para a minha surpresa que a coragem morava nos olhos dela.
Senti admiração e carinho por aquela mulher tão pequena e ao mesmo tempo tão grande, tão fraca e ao mesmo tempo tão forte.
Dirce Demure, nome de atriz...mulher forte, mãe da Angelica, da Mariu e da Beba... mulher,filha,irmã gêmea,vó da Pico, moça bonita,senhora de si, filha amada de Deus... o feriado ficou mais triste, a chuva parecia choro... por que sua luz se apagou...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Meu amor...meu calcanhar de Aquiles.

Eu queria ser perfeita e agir do seu gosto, mas eu não sou.
Sou ser humano imperfeito, cheio de erros...sou essa mesma que sempre fui.
Não posso te dar nada além do meu amor, por que eu não tenho.
Você é o que de bom existe em mim e não sobrou nada para que eu pudesse mandar de brinde.
Quando sou rude, quando você não me quer, quando eu te irrito...ainda sou apenas eu.
No meio de toda a minha teimosia, só existe amor por você.
Mas entenda eu não sou perfeita...eu nunca vou ser.
Eu poderia usar textos ensaiados, poderia treinar dias, tudo para te agradar, cada frase, cada gesto.
Apagaria em mim os erros que tanto te irritam, os erros que tanto te causam raiva.
Eu não seria mais eu...mas talvez eu agradaria você.
Nunca menti que seria fácil...eu sempre fui acostumada a manter a situação ao meu modo, mas com você eu perco o controle e é dificil de prever...é dificil me manter agradando você.
Você me domestica nesse amor, o mesmo que deveria me libertar é dificil não sofrer quando eu sei que o que eu sinto por você, parece sempre uma bola chutada para escanteio.
Parece sempre que estou o tempo inteiro tentando e torcendo para acertar.
Amar você me deixa assim sempre, nunca é igual os dias, nunca estou no controle, nunca consigo chegar ao ponto de te agradar.
Parece que estou sempre na tentativa e erro...estou sempre tentando...sempre errando.
Amar você é meu jogo de sorte...e algumas vezes meu jogo de azar...
E eu te amo tanto que eu sinto que vou passar o resto da vida, viciada nessa roleta, tentando a sorte grande...
Tentando o tempo inteiro acertar.

Eu t amo...cheia de defeitos, cheia de erros...jogando o tempo inteiro...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Novos rumos!

Admito que algumas vezes fui meu próprio algoz.

Consigo perceber quantas vezes fui pequena diante da vontade do outro e quando vezes eu mesma desci degraus na Cadeia alimentar.
Afinal, como resistir a força do outro? Não é a comodidade que nos leva a nos submeter? Caindo a vontade que era tão minha e sendo a vontade do outro...minha própria pele...meus olhos e minhas entranhas.
Admito que muitas vezes fui meu próprio alvo de chacota, ri dos meus problemas e me olhei como expectadora triste...vendo a minha vida se desarranjar...e algumas vezes se esborrachar no chão diante dos meus próprios olhos.
O pior de tudo que eu não me ouvi, eu não realmente me olhei...eu não prestei atenção em mim.
Mas hoje sei que ... enfim.
Demiti os administradores de minha vida, assumi o controle mesmo que precário e decidi ser eu mesma gestora de minhas próprias atitudes.
Juntei com carinho minha cota infindável de erros e acertos e tenho montado minha colcha de retalhos... minha vida...voltando a ser eu...a dona da minha casa, a senhora das minhas vontades e autora,atriz...escrevendo e atuando no papel mais importante da minha carreira, aquele que vai me valer todas as criticas boas e ruins.
Vou jogar fora minhas roupas velhas, o meu velho coração cansado, vou trocar por um novo em folha...sem preconceitos, sem manias e sem medos.
Não vou usar mais o receituário do que pode e não pode, não pretendo ser a palmatória do mundo...e nem mesmo a senhoria da perfeição.
Vou acumular a cota dos meus desenganos, das minhas ilusões vencidas, juntar meus sonhos que deixei pelo caminho, as perdas, as tristezas e os meus ideais fracassados do que eu merecia.
Vou deixar de ser o que eu era...Para me tornar quem realmente sou.


terça-feira, 18 de agosto de 2009

Primeiramente queria deixar claro que meu desleixo para escrever vem do fato de que estou terrivelmente ocupada.
Queria dizer que nunca trabalhei tanto como ando trabalhando.
Tenho perdido ocasiões importantes que queria ter escrito.
Coisas que pensei que gostaria de ter registrado, mas sabe quando o tempo parece que vai escoando?
Vai embora...
Esqueci por exemplo de registrar aqui a minha tristeza, por conta do dia dos Pais.
Não que eu tenha esquecido, me lembro do meu pai todos os dias...na verdade eu simplesmente não tive tempo de realizar um registro.
Mas publicarei um texto que tenho dentro da minha cabeça a respeito disso.
Prometo.
Estou fazendo novamente faculdade agora, isso ai...resolvi voltar a estudar.
Análise de sistemas...nada a ver comigo...rs.
Afinal de contas eu sou totalmente de humanas...e todo mundo me pergunta: " Mas por que você resolveu fazer esse curso difícil?
Pelo simples fato do desafio...eu gosto de estudar, gosto de estimular a massa cinzenta, gosto de ser desafiada, gosto de ter que buscar o progresso.
Gosto do ambiente da faculdade, gosto do aprendizado em si.
Sinto saudades de sentar no banco da escola, das semanas de provas...das dificuldades vencidas, gosto daquela sensação de esforço.
E finalmente gosto do valor que o estudo trás para a gente.
Isso mesmo.
Acredito que quem estuda se coloca um patamar maior, se diferencia, se destaca.
Coitado daquele que fica parado no tempo, que termina o colegial e fica por isso mesmo.
Gosto da sensação de estar melhorando seus conhecimentos e ampliando sempre.
Isso realmente faz muito bem.
Bom, de resto...acho que aos poucos vou atualizando as postagens.